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A tecnologia web pode
ser sedutora. É relativamente simples implantar um servidor de Rede, gerar
alguns gráficos chamativos e, bingo, você tem uma versão online das principais
operações da empresa. Mas, na realidade, realizar uma entrada bem sucedida
de uma empresa no e-business é muito mais complicado que isso. Não significa
apenas desenvolver um website, mas sim rever o modelo empresarial e adapta-lo
a esse novo conceito de fazer negócios. Uma entrada mal planejada, provavelmente
não permitirá usufruir todas as oportunidades oferecidas pela revolução digital
e pode até ser o caminho para o desastre. O problema dessa aproximação é que
ela não enfoca o mais importante que é como o modelo empresarial atual pode
ser melhorado com vistas a tirar proveito das oportunidades oferecidas pelo
universo online. Por exemplo, uma empresa que possui centros de distribuição
regionais espalhados pelo país. Sem dúvida, a Internet poderá agilizar as
comunicações entre esses centros. Mas, pensar assim simplesmente pode negligenciar
uma outra alternativa: a de que a Internet pode tornar possível atender todo
o país com um número menor de centros de distribuição ou, até mesmo, eliminar
a necessidade desses centros regionais de distribuição. Sem falar que uma
entrada mal planejada no e-business poderá deixar o caminho aberto para que
um concorrente desenvolva uma estrutura mais eficiente.
Para adaptar um negócio ao e-business, primeiro será necessário desenvolver
um planejamento estratégico, que ofereça uma visão macro da estrada a ser
percorrida. Assim como nos já conhecidos planos de negócios, a estratégia
de e-business deve começar considerando a atual posição da empresa no mercado,
suas forças e fraquezas, produtos e canais de distribuição, a concorrência,
o público alvo, etc. Sem esquecer de considerar as oportunidades e desafios
propostos pela Internet. Trata-se de uma ferramenta com potencial para interagir
diretamente com os clientes e azeitar os canais de distribuição, mas que também
oferece uma ameaça competitiva, com o surgimento de novos concorrentes, que
são fruto desse novo mercado.
O próximo passo será traçar um caminho para implementar essa estratégia, tendo
como ênfase primária oferecer uma experiência positiva aos clientes, parceiros
e a todos que interagem com o negócio, aproveitando a oportunidade para aprimorar
o negócio como um todo. É preciso, por exemplo, não permitir que apenas uma,
dentre as diversas unidades da empresa, faça esse trabalho, pois isso representará
o risco de que ela trabalhe exclusivamente para aperfeiçoar o seu próprio
pedaço, em lugar de trazer a revolução do e-business para a companhia inteira.
Uma visão macro do processo possibilitará detectar, inclusive, se as unidades
do negócio estão executando os mesmos procedimentos empresariais de forma
ligeiramente diferente. Corrigir isso permitirá uma economia em escala, como
usar a mesma tecnologia para executar de forma uniforme na companhia todos
os processos de vendas, inventário e atendimento ao consumidor. Aproveitar
essas oportunidades requererá uma visão macro do negócio, exigindo assim o
envolvimento da alta administração atuando como uma força integradora.
Por outro lado, é importante que o desenvolvimento de uma estratégia de e-business
não enfoque apenas as necessidades da cúpula ou de alguma unidade do negócio,
mas contemple a todos, baseando-se na experiência de todos os usuários do
sistema, sejam clientes, parceiros ou empregados. É fundamental segmentar
a estratégia com vistas a atender necessidades individuais de diferentes usuários.
Por exemplo, a área de Recursos Humanos de uma Intranet pode ser segmentada
de forma que, através de um mesmo sistema, os empregados possam obter informações
sobre sua situação na empresa e os profissionais do departamento de recursos
humanos podem obter outras informações mais complexas e sigilosas necessárias
a realização de seus trabalhos.
Personalização é freqüentemente a chave para prover uma excelente experiência
aos usuários de um website. Por exemplo, uma empresa que presta suporte a
seus clientes e desenvolve um website de primeira-geração, oferecendo um enorme
volume de informações sobre suporte técnico básico pode acabar fracassando,
pois na estará apta a atender rapidamente à crescente demanda dos clientes
por atendimento personalizado. A solução desse negócio esta justamente em
desenvolver uma aproximação mais personalizada, que oferecesse muito mais
vantagens que o suporte técnico tradicional. Assim quando o cliente chegasse
a esse site em busca de suporte, a empresa saberia quem é ele, os produtos
que adquiriu, há quanto tempo é cliente, os contatos que já fez com a empresa
e que nível de serviços de suporte contratou, possibilitando assim, uma interface
customizada que atendesse às necessidades individuais de cada cliente. Por
exemplo, disponibilizar informações detalhadas sobre a situação dos pedidos
do cliente e boletins técnicos sobre o equipamento que ele possui. Não podemos
esquecer que é muito arriscado confiar apenas em nossa própria percepção sobre
as necessidades dos clientes. Uma aproximação mais efetiva deve permitir que
os clientes avaliem o site e o que ele oferece e abrir espaço para que eles
expressem sua opinião, para saber se o site satisfaz às necessidades deles.
Outro ponto importante a ser considerado é que não importa o bom trabalho
feito no desenvolvimento de uma estratégia, ele vai estar ultrapassado em
seis meses. Por isso é tão importante desenvolver um site flexível, com arquitetura
de escala, que permitirá ao sistema utilizado adaptar-se facilmente ao futuro.
Após um ano online, não resta nenhuma dúvida de que a paisagem competitiva
terá mudado: o negócio pode ter incorporado uma nova empresa ou o contrário,
novos concorrentes podem surgir, ou o canal de distribuição pode ter mudado.
O uso de padrões aberto e de ferramentas standards pode contribuir no desenvolvimento
de uma arquitetura que veio para ficar. Sem esquecer de investigar a força
financeira e a posição de mercado das companhias que serão escolhidas para
fornecer componentes. A habilidade deles em oferecer suporte por muito tempo
é tão importante quanto o valor da tecnologia que oferecem.
Finalmente, uma parte crítica no desenvolvimento de uma estratégia de e-business
é o uso da tecnologia. Será criado um departamento interno especificamente
para manter o projeto de e-business? Caso sim, será necessário contratar um
staff qualificado em programação e na área editorial, além de montar um estúdio
de design gráfico, entre outras necessidades que surgirão. A outra alternativa
é terceirizar o desenvolvimento da tecnologia, através de um provedor de serviços
online, que hospedará a infra-estrutura e manterá as aplicações necessárias
ao projeto. Esse formato tem a vantagem de permitir enfocar na essência das
operações empresariais e transferir os desafios de tecnologia para um especialista.
Seja qual for a aproximação escolhida, será necessário desenvolver uma estratégia
que tire proveito das mudanças forjadas pela revolução do e-business, pois
isso aumentará as chances de sucesso do projeto.
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