* Rosane Severo,
Publicitária, pós-graduada em marketing e especializada em
webmarketing. Possui mais de 12 anos de experiência na coordenação e direção
de produção de projetos audiovisuais (filmes e vídeos) no Rio Grande do Sul
e Rio de Janeiro. Participou da criação, planejamento e atuou também na coordenação
do desenvolvimento de diversos projetos de marketing direto nas áreas de:
negócios, moda, cultura, esporte, saúde, educação e desenvolvimento comunitário.
Hoje, além dos artigos que escreve para a grande rede, atua também como consultora
de Marketing Estratégico, Analista de Negócios, Editora de Conteúdo e Coordenadora
de Projetos Internet. www.rgsevero.com.br
- rosane@rgsevero.com.br
Publicado em: 12/08/2001
Lendo
um texto que oferecia dicas de webdesign, identifiquei uma orientação que pode
perfeitamente ser projetada para o contexto da comunicação e marketing das empresas.
A dica, sobre webdesign, dizia para não usar diversos tipos de fonte (letras)
na mesma tela de um site. E as razões técnicas para isso são velhas conhecidas
de quem trabalha na área. É possível colidir com vários tipos de problemas ao
usar algumas fontes na internet, dentre eles: a incompatibilidades entre sistemas
operacionais (Unix, Mac e Windows - todos trabalham de forma diferente) e brownsers
(programas de navegação). Tecnicamente isso ocorre porque as fontes têm que
estar instaladas no computador do visitante do site, caso contrário, esse site
poderá parecer muito engraçado na máquina dele - o visitante. Sem falar que,
no aspecto design, misturar muitas fontes em um mesmo texto passa a impressão
de amadorismo ou falta de estilo. A menos que se deseje criar o efeito nota
de resgate.
Mas, voltando a questão do parâmetro que pretendemos traçar, assim como a fonte
está para o texto, o conteúdo e o planejamento estão para a comunicação. Uma
empresa que não possui um planejamento de comunicação e marketing normalmente
gera uma mensagem feita a partir de diversas fontes, isso é em retalhos, decorrentes
de textos e informações destinados a apagar incêndios, sem identidade, sem foco
e até sem utilidade. Em geral essas empresas delegam a funcionários e diretores
de um determinado setor, a tarefa de gerar informação sobre aquela área de atuação
da empresa. Essa atitude, para um desavisado, pode parecer um incentivo a criatividade
do quadro funcional, mas na realidade significa que: a falta de investimentos
em comunicação acabará gerando uma colcha de retalhos nas mensagens dessa empresa.
Para atingir resultados positivos em comunicação, empresas necessitam de diretrizes
básicas elaboradas por profissionais da área. Todos os setores necessitam usar
a mesma fonte, do contrário, cada comunicação parecerá um bilhete de resgate.
Será necessário definir claramente a visão, a missão e os valores da empresa
e identificar o público alvo, para falar diretamente a ele, como e quando ele
desejar ouvir. Tudo isso requer técnicas e conhecimentos apropriados, como em
todos os segmentos profissionais.
Equivocadamente muitos acreditam que gerar a comunicação de uma empresa requer
apenas conhecimento do assunto e um bom português. Esses conhecimentos são necessários
para avaliar o trabalho de um profissional de comunicação, nunca para substituí-lo.
Vejamos, para exemplificar, o meu caso profissional: para desenvolver meu trabalho
como planejadora e escritora necessito também de alguns conhecimentos técnicos,
que felizmente possuo. Mas isso não me torna habilitada a fazer o trabalho de
um programador, por exemplo. Necessito estar apta a avaliar se ele, o técnico,
fez um bom trabalho de programação, para expor o conteúdo que planejei e desenvolvi.
Vivemos na era do conhecimento e da especialização. Parece contraditório, mas
não é! Profissionais necessitam de muitos conhecimentos para serem especialistas
em suas áreas, não para apagar incêndios. Isso me lembra um ditado popular que
diz que de médico e de louco todo mundo tem um pouco. Agora, falando sério,
você confiaria sua saúde para um desses aí do ditado ou ia preferir um especialista?
Na comunicação o risco é o mesmo.
Sabe aquele economista que escreve os textos para os folders de sua empresa?
Ou ele é um comunicador desabrochando e um economista murchando, ou ele tem
de tudo um pouco? Pense nisso, pois como já dizia um velho guerreiro: quem na
se comunica, se ....!
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